Um poema: Roturas
de 2025, perdido no computador.
Sem encontrar
postura
rota cervical.
Ventura
sem rota, aventar
roturas.
Nota mental:
há cura.
Tende a rasgar:
sutura.
Tempo vestal
não dura.
Destra a estranhar
impura
sinistra distal:
fissura.
A exasperar,
esconjura.
Espera o final:
se apura,
pra decolar
segura.
Ser temporal
perdura.
Vício em amar
mistura:
amei com há mal,
loucura.
Pra terminar
sem jura:
avesso fractal
figura.
Dissimular
fratura
transversal
:
matura
sem ar
supura
sem sal.



Um Willrap potente, sem espaço para sentimentalismos fáceis, nem traumas sem solução. Dói, mas ele continua suas tentativas de amar - amei com há mal (como animal?). E deixe vazar tudo nessa supuração!